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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Fuvest - Prova - Questões com gabarito comentado



Grupo de estudo para provas discursivas: https://www.facebook.com/groups/660763183949872/



1. (Fuvest 2014)  Observe estes mapas:




a) Identifique duas diferenças significativas entre os mapas, quanto à forma de representação cartográfica.

b) Qual era o principal objetivo de cada mapa, considerando os diferentes contextos históricos em que foram criados?  


Resposta:

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]
a) As diferenças significativas quanto à representação cartográfica são: a primeira refere-se à utilização de tecnologias distintas, uma vez que, em 1519, as técnicas de produção de mapas eram rudimentares e envolviam principalmente a observação visual. O mapa de 2009 já conta com recursos mais sofisticados como projeção cartográfica, escala, legenda e divisão política. A segunda diferença é quanto ao conhecimento científico acumulado sobre o território. Em 1519, eram escassos os conhecimentos sobre a vegetação brasileira, portanto, o mapa era preenchido por ilustrações, muitas de viajantes. O mapa de 2009 apresenta os principais tipos de vegetação do país em sua cobertura original, revelando maior precisão quanto aos seus limites como resultado de estudos científicos sistemáticos realizados por várias instituições como o IBGE e universidades.

b) No mapa de 1519, o principal objetivo no contexto de chegada do europeu é descritivo, relatando o que é visualizado pelos conquistadores, para que tais informações ilustrassem o imaginário europeu sobre as novas terras. Havia mais detalhes no litoral, sendo um mapa mais imagético. O mapa de 2009 é temático em Geografia Física, priorizando a distribuição da vegetação brasileira, já revelando um conhecimento científico consolidado sobre o tema.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
a) Há várias diferenças entre os dois mapas, tais como: escala, projeção, orientação e o contexto histórico. O primeiro mapa de 1519 retrata o período Pré-Colonial, 1500-1530, com indicações precárias considerando o pouco conhecimento técnico daquele contexto. O mapa expressa, principalmente, a visão dos viajantes europeus pautados no visual. Das Grandes Navegações realizadas no século XV até o Imperialismo e o Neocolonialismo do século XIX e início do século XX ocorreram inúmeros avanços científicos. Desta forma, o mapa elaborado em 2009 já aponta para conhecimento sobre a vegetação brasileira e mais informações sobre os limites territoriais.

b) O primeiro mapa insere-se no contexto dos Estados Nacionais Europeus que necessitavam de recursos para manter os gastos do Estado. Daí um caráter descritivo visando facilitar a exploração da metrópole sobre a Colônia. O mapa de 2009, já amparado em um avanço cientifico, retrata a vegetação brasileira mostrando as diferentes “paisagens naturais”.



  
2. (Fuvest 2014)  Após o Tratado de Tordesilhas (1494), por meio do qual Portugal e Espanha dividiram as terras emersas com uma linha imaginária, verifica-se um “descobrimento gradual” do atual território brasileiro.

Tendo em vista o processo da formação territorial do País, considere as ocorrências e as representações abaixo:

Ocorrências:

I. Tratado de Madrid (1750);
II. Tratado de Petrópolis (1903);
III. Constituição da República Federativa do Brasil (1988)/consolidação da atual divisão dos Estados.

Representações:



Associe a ocorrência com sua correta representação:



1

I
II
III
a)
A
C
E
b)
B
C
E
c)
C
B
E
d)
A
B
D
e)
C
A
D



Resposta:

[A]

Trata-se da formação do território brasileiro e da divisão política do país ao longo do tempo. O Tratado de Madri ([I]/mapa A) corresponde à ampliação do território para áreas a oeste do antigo Tratado de Tordesilhas. O Tratado de Petrópolis ([II]/mapa C) refere-se à incorporação do Acre ao território brasileiro. A Constituição de 1988 ([III]/mapa E) determinou a atual divisão política do país com criação do estado de Tocantins a partir do norte de Goiás, transformou os territórios de Roraima e Amapá em estados e incorporou Fernando de Noronha a Pernambuco.



  
3. (Fuvest 2014) 



Em seu contexto de origem, o quadro acima corresponde a uma 
a) denúncia política das guerras entre as populações indígenas brasileiras.    
b) idealização romântica num contexto de construção da nacionalidade brasileira.    
c) crítica republicana à versão da história do Brasil difundida pela monarquia.    
d) defesa da evangelização dos índios realizada pelas ordens religiosas no Brasil.    
e) concepção de inferioridade civilizacional dos nativos brasileiros em relação aos indígenas da América Espanhola.    


Resposta:

[B]

O pintor Victor Meirelles pertence à Escola Romântica de Pintura. Um dos principais admiradores de sua obra foi o Imperador Pedro II, que se tornou seu mecenas em um projeto de construção da identidade nacional através de símbolos da nossa origem, como a figura dos indígenas. O quadro Moema, acima retratado, enquadra-se nesse contexto.



  
4. (Fuvest 2014)  A República não foi uma transformação pacífica. Bem ao contrário. Para além da surpresa provocada pelo golpe de Estado de 15 de novembro, seguiuse uma década de conflitos e violências de toda ordem, na qual se sucederam as dissensões militares, os conflitos intraoligárquicos, os motins populares, a guerra civil, o atentado político contra a vida de um presidente da República. No interior dessas lutas se forjou a transformação do Estado Imperial em Estado Republicano, do Império Unitário em República Federativa, do parlamentarismo em presidencialismo, do bipartidarismo organizado nacionalmente em um sistema de partidos únicos estaduais. Forjouse um novo pacto entre as elites e um novo papel para as forças armadas.

Wilma Peres Costa. A espada de Dâmocles. São Paulo: Hucitec, 1996, p. 16.

a) Identifique e caracterize um episódio conflituoso próprio dos primeiros anos da República no Brasil.

b) Explique o “novo papel para as forças armadas” a que se refere o texto.


Resposta:

a) As revoltas da Armada que ocorreram no Rio de Janeiro no contexto da República da Espada, 1889-1894. Estes revoltas foram caracterizadas por conflitos entre o exército, que possuía ideias republicanas, e a marinha que defendia ideias monarquistas. Também ocorreu a Guerra de Canudos, no sertão da Bahia, com a destruição desta comunidade. No Rio Grande do Sul ocorreu a Revolução Federalista entre os maragatos e pica-paus.

b) Com a proclamação da República em 1889 as forças armadas entraram em atrito. Desde o II Reinado, 1840-1889, o exército defendia a República enquanto a marinha defendia a monarquia. No começo da República Velha, 1889-1930, principalmente na República da Espada, 1889-1894, os militares foram para o governo (Deodoro e Floriano) e entraram em conflito com a marinha através das Revoltas da Armada. Ao longo da República Velha, os militares interferiram na política e atuou reprimindo movimentos sociais como em Canudos e na Guerra do Contestado.



  
5. (Fuvest 2014)  Vivemos numa forma de governo que não se baseia nas instituições de nossos vizinhos; ao contrário, servimos de modelo a alguns, ao invés de imitar outros. [...] Nela, enquanto no tocante às leis todos são iguais para a solução de suas divergências privadas, quando se trata de escolher (se é preciso distinguir em algum setor), não é o fato de pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos; inversamente, a pobreza não é razão para que alguém, sendo capaz de prestar serviços à cidade, seja impedido de fazêlo pela obscuridade de sua condição. Conduzimonos liberalmente em nossa vida pública, e não observamos com uma curiosidade suspicaz [desconfiada] a vida privada de nossos concidadãos, pois não nos ressentimos com nosso vizinho se ele age como lhe apraz, nem o olhamos com ares de reprovação que, embora inócuos, lhe causariam desgosto. Ao mesmo tempo que evitamos ofender os outros em nosso convívio privado, em nossa vida pública nos afastamos da ilegalidade principalmente por causa de um temor reverente, pois somos submissos às autoridades e às leis, especialmente àquelas promulgadas para socorrer os oprimidos e às que, embora não escritas, trazem aos agressores uma desonra visível a todos.

Oração fúnebre de Péricles, 430 a.C., in Tucídides. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: Editora UnB, 2001, p. 109. Adaptado.


a) Com base nas informações contidas no texto, identifique o sistema político nele descrito e indique suas principais características.

b) Identifique a cidade que foi a principal adversária de Atenas na Guerra do Peloponeso e diferencie os sistemas políticos vigentes em cada uma delas.


Resposta:

a) O texto de Péricles, citado pelo historiador Grego Tucídides, faz referência à democracia ateniense que foi criada por Clístenes em 509 ac. Péricles destaca o pioneirismo da democracia ateniense exaltando que todos os cidadãos são iguais (isonomia) e podem participar das decisões políticas. Vale ressaltar que todos os cidadãos são iguais, porém mulher, escravos e estrangeiros não eram considerados cidadãos.

b) Esparta, localizada na Península do Peloponeso, possuía um governo aristocrático e militarizado enquanto Atenas, localizada na Ática, imperava um regime democrático que se ancorava na escravidão.




Construindo respostas em provas de História do Brasil.






sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Enem 2014 - questões com gabarito comentado








Grupo de estudo para provas específicas: https://www.facebook.com/groups/660763183949872/?fref=ts

1. (Enem 2014)  A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem
a) incentivado o clamor popular por liberdade.   
b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.   
c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.   
d) obtido o apoio do grupo constitucionalista português.   
e) provocado os movimentos separatistas das províncias.   


Resposta:

[B]

A vinda da Família Real para o Brasil foi o primeiro passo do processo de Independência da Colônia, uma vez que elevou o status do Brasil, invertendo a posição de Portugal e Brasil no pacto colonial, e deu aos colonos uma autonomia de ação inédita.



  
2. (Enem 2014)  O índio era o único elemento então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, pescador, guia, conhecedor da natureza tropical e, para tudo isso, deveria ser tratado como gente, ter reconhecidas sua inocência e alma na medida do possível. A discussão religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos índios se confundiu com uma disputa entre jesuítas e colonos. Os padres se apresentavam como defensores da liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.

CALDEIRA, J. A nação mercantilista. São Paulo: Editora 34, 1999 (adaptado).

Entre os séculos XVI e XVIII, os jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo. Essa aproximação dos jesuítas em relação ao mundo indígena foi mediada pela
a) demarcação do território indígena.   
b) manutenção da organização familiar.   
c) valorização dos líderes religiosos indígenas.   
d) preservação do costume das moradias coletivas.   
e) comunicação pela língua geral baseada no tupi.   


Resposta:

[E]

Os padres jesuítas tiveram maior contato com os indígenas do litoral brasileiro, que pertenciam ao troco linguístico tupi-guarani. Nesse sentido, o domínio – por parte dos jesuítas – da língua tupi foi fundamental para a convivência e o contato.



  
3. (Enem 2014)  Respeitar a diversidade de circunstâncias entre as pequenas sociedades locais que constituem uma mesma nacionalidade, tal deve ser a regra suprema das leis internas de cada Estado. As leis municipais seriam as cartas de cada povoação doadas pela assembleia provincial, alargadas conforme o seu desenvolvimento, alteradas segundo os conselhos da experiência. Então, administrar-se-ia de perto, governar-se-ia de longe, alvo a que jamais se atingirá de outra sorte.

BASTOS, T. A província (1870). São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1937 (adaptado).

O discurso do autor, no período do Segundo Reinado no Brasil, tinha como meta a implantação do
a) regime monárquico representativo.   
b) sistema educacional democrático.   
c) modelo territorial federalista.   
d) padrão político autoritário.   
e) poder oligárquico regional.   


Resposta:

[C]

O modelo federalista – adotado, por exemplo, pelos EUA após a Independência, e parcialmente adotado pelo Brasil durante o Segundo Reinado – dava aos Estados certa autonomia governamental, sem ingerência do Estado Central. A frase “administrar-se-ia de perto, governar-se-ia de longe, alvo a que jamais se atingirá de outra sorte” demonstra esse ideal.



  
4. (Enem 2014) 



De volta do Paraguai
Cheio de glória, coberto de louros, depois de ter derramado seu sangue em defesa da pátria e libertado um povo da escravidão, o voluntário volta ao seu país natal para ver sua mãe amarrada a um tronco horrível de realidade!...
AGOSTINI. “A vida fluminense”, ano 3, n. 128, 11 jun. 1870. In: LEMOS, R. (Org). Uma história do Brasil através da caricatura (1840-2001). Rio de Janeiro: Letras & Expressões, 2001 (adaptado).

Na charge, identifica-se uma contradição no retorno de parte dos “Voluntários da Pátria” que lutaram na Guerra do Paraguai (1864-1870), evidenciada na
a) negação da cidadania aos familiares cativos.   
b) concessão de alforrias aos militares escravos.   
c) perseguição dos escravistas aos soldados negros.   
d) punição dos feitores aos recrutados compulsoriamente.   
e) suspensão das indenizações aos proprietários prejudicados.   


Resposta:

[A]

Os cativos enviados aos campos de batalha na guerra do Paraguai receberam a promessa da alforria no retorno ao Brasil. Porém, a liberdade e a cidadania não se estendiam aos seus familiares, ainda que mais próximos. Nota-se isso no trecho “o voluntário volta ao seu país natal para ver sua mãe amarrada a um tronco horrível de realidade”.



  
5. (Enem 2014)  A Comissão Nacional da Verdade (CNV) reuniu representantes de comissões estaduais e de várias instituições para apresentar um balanço dos trabalhos feitos e assinar termos de cooperação com quatro organizações. O coordenador da CNV estima que, até o momento, a comissão examinou, “por baixo”, cerca de 30 milhões de páginas de documentos e fez centenas de entrevistas.
Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 2 mar. 2013 (adaptado).

A notícia descreve uma iniciativa do Estado que resultou da ação de diversos movimentos sociais no Brasil diante de eventos ocorridos entre 1964 e 1988. O objetivo dessa iniciativa é
a) anular a anistia concedida aos chefes militares.   
b) rever as condenações judiciais aos presos políticos.   
c) perdoar os crimes atribuídos aos militantes esquerdistas.   
d) comprovar o apoio da sociedade aos golpistas anticomunistas.   
e) esclarecer as circunstâncias de violações aos direitos humanos.   


Resposta:

[E]

A Comissão Nacional da Verdade foi criada para esclarecer os abusos cometidos contra os direitos humanos na época da Ditadura Militar.



  
6. (Enem 2014)  TEXTO l

O presidente do jornal de maior circulação do país destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia.
Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 1 set. 2013 (adaptado).

TEXTO II

Nada pode ser colocado em compensação à perda das liberdades individuais. Não existe nada de bom quando se aceita uma solução autoritária.
FICO, C. A educação e o golpe de 1964. Disponível em: www.brasilrecente.com. Acesso em: 4 abr. 2014 (adaptado).

Embora enfatizem a defesa da democracia, as visões do movimento político-militar de 1964 divergem ao focarem, respectivamente:
a) Razões de Estado – Soberania popular.   
b) Ordenação da Nação – Prerrogativas religiosas.   
c) Imposição das Forças Armadas – Deveres sociais.   
d) Normatização do Poder Judiciário – Regras morais.   
e) Contestação do sistema de governo – Tradições culturais.   


Resposta:

[A]

O primeiro texto defende/apoia o Golpe e o Regime, classificando-o como necessários para a manutenção da democracia. Nesse sentido, foca na razão do Estado para o movimento. O segundo texto é contra o Golpe e o Regime, alegando que nada é bom quando a ação é autoritária. Logo, foca na defesa da soberania popular.



  
7. (Enem 2014)  O problema central a ser resolvido pelo Novo Regime era a organização de outro pacto de poder que pudesse substituir o arranjo imperial com grau suficiente de estabilidade. O próprio presidente Campos Sales resumiu claramente seu objetivo: “É de lá, dos estados, que se governa a República, por cima das multidões que tumultuam agitadas nas ruas da capital da União. A política dos estados é a política nacional”.

CARVALHO, J. M. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 (adaptado).

Nessa citação, o presidente do Brasil no período expressa uma estratégia política no sentido de
a) governar com a adesão popular.   
b) atrair o apoio das oligarquias regionais.   
c) conferir maior autonomia às prefeituras.   
d) democratizar o poder do governo central.   
e) ampliar a influência da capital no cenário nacional.   


Resposta:

[B]

A política dos governadores, instituída no governo Campos Salles, era um arranjo governamental entre o governo Federal, os governos Estaduais e os governos Municipais, visando uma constante troca de favores e benefícios. Nesse sentido, as oligarquias regionais eram peça fundamental do esquema, uma vez que elas detinham o controle eleitoral no Brasil.



  
8. (Enem 2014)  Ao deflagrar-se a crise mundial de 1929, a situação da economia cafeeira se apresentava como se segue. A produção, que se encontrava em altos níveis, teria que seguir crescendo, pois os produtores haviam continuado a expandir as plantações até aquele momento. Com efeito, a produção máxima seria alcançada em 1933, ou seja, no ponto mais baixo da depressão, como reflexo das grandes plantações de 1927-1928. Entretanto, era totalmente impossível obter crédito no exterior para financiar a retenção de novos estoques, pois o mercado internacional de capitais se encontrava em profunda depressão, e o crédito do governo desaparecera com a evaporação das reservas.

FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1997 (adaptado).

Uma resposta do Estado brasileiro à conjuntura econômica mencionada foi o(a)
a) atração de empresas estrangeiras.   
b) reformulação do sistema fundiário.   
c) incremento da mão de obra imigrante.   
d) desenvolvimento de política industrial.   
e) financiamento de pequenos agricultores.   


Resposta:

[D]

Durante a Grande Depressão, no chamado período entre-guerras, o Brasil se viu obrigado a promover o que foi chamado de processo de industrialização de substituição de importações, ou seja, na falta de produtos vindos de fora, o país teve que suprir a produção. Esse processo ajudou a amenizar os prejuízos advindos do café, uma vez que os países em crise suspenderam a compra do nosso principal produto de exportação.



  
9. (Enem 2014) 


A charge, datada de 1910, ao retratar a implantação da rede telefônica no Brasil, indica que esta
a) permitiria aos índios se apropriarem da telefonia móvel.   
b) ampliaria o contato entre a diversidade de povos indígenas.   
c) faria a comunicação sem ruídos entre grupos sociais distintos.   
d) restringiria a sua área de atendimento aos estados do norte do país.   
e) possibilitaria a integração das diferentes regiões do território nacional.   


Resposta:

[E]

Como bem dizem a charge e sua legenda, a implantação da rede telefônica no Brasil possibilitaria a integração nacional.  



  
10. (Enem 2014)  TEXTO l

Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado).

TEXTO II

Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.

Comparando os textos l e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a)
a) prestígio social.   
b) acúmulo de riqueza.   
c) participação política.   
d) local de nascimento.   
e) grupo de parentesco.   


Resposta:

[C]

Os trechos “olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil” (primeiro texto) e “um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas” (segundo texto) são demonstrativos das opiniões dos autores, que julgam a cidadania pela participação política das pessoas.



  
11. (Enem 2014)  Sou uma pobre e velha mulher,
Muito ignorante, que nem sabe ler.
Mostraram-me na igreja da minha terra
Um Paraíso com harpas pintado
E o Inferno onde fervem almas danadas,
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.

VILLON. F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC. 1999.

Os versos do poeta francês François Villon fazem referência às imagens presentes nos templos católicos medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas com o objetivo de
a) refinar o gosto dos cristãos.   
b) incorporar ideais heréticos.   
c) educar os fiéis através do olhar.   
d) divulgar a genialidade dos artistas católicos.   
e) valorizar esteticamente os templos religiosos.   


Resposta:

[C]

As imagens das igrejas católicas do Medievalismo serviam para ensinar os fiéis os perigos advindos da prática imperfeita da religião e os benefícios adquiridos a partir da boa prática. O trecho “Um Paraíso com harpas pintado, E o Inferno onde fervem almas danadas, Um enche-me de júbilo, o outro me aterra” é demonstrativo disso.



  
12. (Enem 2014)  Todo homem de bom juízo, depois que tiver realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre manifesto ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em sua peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que diariamente podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando querem empreender suas viagens.

J. PT. “Histoire de plusieurs voyages aventureux”. 1600. In: DELUMEAU, J. História do medo no Ocidente: 1300-1800. São Paulo Cia. das Letras. 2009 (adaptado).

Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da época moderna, expressa um sentimento de
a) gosto pela aventura.   
b) fascínio pelo fantástico.   
c) temor do desconhecido.   
d) interesse pela natureza.   
e) purgação dos pecados.   


Resposta:

[C]

As viagens ultramarinas do século XV foram rodeadas de expectativas com relação aos perigos que podiam ser encontrados no mar. Monstros marinhos, rodamoinhos gigantescos que “engoliam” embarcações, pontos de tempestades que nenhum navio atravessaria e a queda profunda ao se alcançar a linha do horizonte eram alguns dos medos dos navegantes.



  
13. (Enem 2014)  Três décadas – de 1884 a 1914 – separam o século XIX – que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa – do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo Cia. das Letras, 2012.

O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que
a) difundiu as teorias socialistas.   
b) acirrou as disputas territoriais.   
c) superou as crises econômicas.   
d) multiplicou os conflitos religiosos.   
e) conteve os sentimentos xenófobos.   


Resposta:

[B]

A divisão dos continentes Africano e Asiático, durante o processo conhecido como Neocolonialismo, acirrou as disputas entre as potências europeias, uma vez que alguns países, como a Alemanha e a França, ficaram descontentes com a divisão.



  
14. (Enem 2014)  Queijo de Minas vira patrimônio cultural brasileiro

O modo artesanal da fabricação do queijo em Minas Gerais foi registrado nesta quinta-feira (15) como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O veredicto foi dado em reunião do conselho realizada no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte. O presidente do Iphan e do conselho ressaltou que a técnica de fabricação artesanal do queijo está “inserida na cultura do que é ser mineiro”.
Folha de S. Paulo, 15 maio 2008.

Entre os bens que compõem o patrimônio nacional, o que pertence à mesma categoria citada no texto está representado em:


a) 
   
b)    

c)   

d)    

e)    


Resposta:

[C]

O único exemplo de patrimônio cultural imaterial que se relaciona com a produção do pão de queijo é o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, no Espírito Santo. Os outros exemplos são materiais ou naturais.



  
15. (Enem 2014)  A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, é a maior praça pública de Paris. Inaugurada em 1763, tinha em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a intersecção de dois eixos monumentais. Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, decorado com hieróglifos que contam os reinados dos faraós Ramsés II e Ramsés III. Em 1829, foi oferecido pelo vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da família real.

NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.com Acesso em: 12 dez. 2012.

A constituição do espaço público da Praça da Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a)
a) lugar da memória na história nacional.   
b) caráter espontâneo das festas populares.   
c) lembrança da antiguidade da cultura local.   
d) triunfo da nação sobre os países africanos.   
e) declínio do regime de monarquia absolutista.   


Resposta:

[A]


Como fica claro através dos ícones que compõem a Praça da Concórdia – estátua do Rei, Obelisco de Luxor – a mesma foi desenvolvida como um espaço público de memória da história nacional francesa. 





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