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Oriente Médio e Palestina

sábado, 20 de maio de 2017

EGITO, Revolução e Democracia? A queda de Osni Mubarak


4-Acerca dos recentes desenvolvimentos no Oriente Médio, no Irã e no Iraque e das suas implicações para a política externa brasileira, julgue (C ou E) os itens seguintes.

Iniciada com a virada do século, a Primavera Árabe, caracterizada pela série de manifestações que mudou governos nos países árabes, especialmente no norte da África, promoveu a consolidação de regimes democráticos na região e influenciou positivamente as negociações entre Israel e Palestina.

 CERTO!!!!
A primavera Árabe trouxe a esperança de que a era das ditaduras no norte da África e na Palestina eram coisas do passado.
Para alguns, o fato dos protestos terem sido organizados por jovens utilizando como ferramentas as redes sociais e a internet significava o início de uma nova era, em que movimentos sociais horizontais e desvinculados de partidos iriam transformar o mundo. No entanto, os governos que substituíram os ditadores depostos, não foram capazes trazer instabilidade as seus Estados.
A única exceção é a Tunísia, mais estável e onde eleições livres no final de 2014 deram vitória a um partido secular com membros que, no entanto, têm ligações com o regime de Ben Ali.

Gabarito explicado, dessa e de outras questões, nos comentários desse vídeo no Youtube


sábado, 13 de maio de 2017

Primavera árabe na Líbia e queda de Kadafi







1. Entre outros desdobramentos provocados pela chamada Primavera Árabe, iniciada no final de 2010, podemos citar
a) a deposição de governantes na Líbia e no Egito e o início de violenta guerra civil na Síria.
b) a democratização política na Argélia e a instalação de regimes militares no Barein e na Jordânia.
c) o surgimento de regimes islâmicos no Irã e na Tunísia e a queda do governo pró-Estados Unidos no Líbano.
d) o controle do governo da Arábia Saudita por grupos islâmicos fundamentalistas e o fim do apoio russo ao Iraque.
e) o fim dos conflitos religiosos no Iêmen e no Marrocos e o aumento do preço do petróleo no mercado mundial.




Resposta:

[A]

A partir de 2010, a Primavera Árabe foi um movimento por democracia contra ditaduras que levou a queda dos ditadores da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen. Na Síria, eclodiu uma guerra civil entre o governo de Bashar Al Assad e grupos sunitas, entre os quais o ELS (Exército de Libertação da Síria) e o extremista Estado Islâmico.




2. O grupo Boko Haram, autor do sequestro, em abril de 2014, de mais de duzentas estudantes, que, posteriormente, segundo os líderes do grupo, seriam vendidas, nasceu de uma seita que atraiu seguidores com um discurso crítico em relação ao regime local. Pregando um islã radical e rigoroso, Mohammed Yusuf, um dos fundadores, acusava os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, de serem a fonte de todos os males sofridos pelo país. Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em haussa, uma das línguas faladas no país.

www.cartacapital.com.br. Acessado em 13/05/2014. Adaptado.

O texto se refere
a) a uma dissidência da Al-Qaeda no Iraque, que passou a atuar no país após a morte de Sadam Hussein.
b) a um grupo terrorista atuante nos Emirados Árabes, país economicamente mais dinâmico da região.
c) a uma seita religiosa sunita que atua no Sul da Líbia, em franca oposição aos xiitas.
d) a um grupo muçulmano extremista, atuante no Norte da Nigéria, região em que a maior parte da população vive na pobreza.
e) ao principal grupo religioso da Etiópia, ligado ao regime político dos tuaregues, que atua em toda a região do Saara






Resposta:

[D]

Como mencionado corretamente na alternativa [D], Boko Haram é um grupo extremista que atua na Nigéria com o objetivo de combater os valores ocidentais, por meio da imposição da Sharia. Estão incorretas as alternativas seguintes por não corresponderem ao texto.








3- “Os acontecimentos são como a espuma da história, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância”. São de Georges Duby essas observações. De acordo com ele, “acontecimentos sensacionais” — a exemplo da chegada da corte portuguesa à cidade do Rio de Janeiro, em 1808; da criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; da oficialização do rompimento entre Brasil e Portugal, em 1822; da outorga da Carta Constitucional do Império, em 1824; e da abdicação de D. Pedro I, em 1831 — podem apresentar valor inestimável para a compreensão das circunstâncias históricas nas quais se evidenciaram.
Cecília Helena de Salles Oliveira. Repercussões da revolução: delineamento do império do Brasil, 1808/1831. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (vol. I - 1808-1831). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 17 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial e considerando aspectos marcantes do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
A oficialização do rompimento entre o Brasil e a metrópole portuguesa, ainda que conduzida por setores da elite política colonial, tendo à frente o próprio príncipe regente D. Pedro, se fez acompanhar da ação popular que, em alguns pontos do território brasileiro, enfrentou as tropas portuguesas que se insurgiram contra a independência, a exemplo da batalha do Jenipapo, no Piauí, e da guerra finalmente vencida pelos baianos em 2 de julho de 1823.




O grito de independência, mesmo o retratado por Pedro Américo quatro décadas depois, não seria suficiente para garantir a independência do Brasil. No Rio de Janeiro, as coisas foram mais fáceis, e as tropas portuguesas, presentes aqui, aceitaram negociações com D. Pedro; primeiro confinados a Niterói, e depois deixando a colônia. Essa situação não se repetiu em outras províncias. A resistência foi a norma, ao menos, nas províncias do Pará, Piauí, Cisplatina, Maranhão, Ceará e, conforme afirma o item, em parte da província da Bahia. Em 13 de Março de 1823, às margens do Riacho Jenipapo, travou-se uma das mais sangrentas batalhas da guerra de independência brasileira, e D. Pedro, além dos serviços de mercenários estrangeiros, contou, nessa região, com apoio glorioso de boa parte da população da província do Piauí, que, valentemente e sem treinamento ou armamento adequado, lutou tenazmente contra soldados treinados, logrando para vencer e expulsar os portugueses de nosso território.





4- “Os acontecimentos são como a espuma da história, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância”. São de Georges Duby essas observações. De acordo com ele, “acontecimentos sensacionais” — a exemplo da chegada da corte portuguesa à cidade do Rio de Janeiro, em 1808; da criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; da oficialização do rompimento entre Brasil e Portugal, em 1822; da outorga da Carta Constitucional do Império, em 1824; e da abdicação de D. Pedro I, em 1831 — podem apresentar valor inestimável para a compreensão das circunstâncias históricas nas quais se evidenciaram.
Cecília Helena de Salles Oliveira. Repercussões da revolução: delineamento do império do Brasil, 1808/1831. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (vol. I - 1808-1831). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 17 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial e considerando aspectos marcantes do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
As teses libertárias do Iluminismo, que embalaram a Revolução Francesa de 1789 e impulsionaram a independência das treze colônias inglesas na América do Norte, em 1776, também chegaram ao Brasil, presentes em movimentos emancipacionistas como as Conjurações Baiana (1798) e Mineira (1789).


Corretíssimo!! “Capa de revista”

O ideário iluminista liberal foi fonte de inspiração para o questionamento ao “Ancien Régime”. Embora o iluminismo questionasse o absolutismo, a convivência entre filósofos iluministas e governos absolutistas, ao menos nos Estados periféricos, não era algo raro. Tal aproximação acabou produzindo aquilo que a historiografia tradicional denomina de “despotismo esclarecido”. Considerando Portugal, o governo de D. José I (1750-1777), cujo valido era Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), foi pródigo nessa aproximação. Pombal promoveu consideráveis reformas em Portugal e em suas colônias, orientando-se, por vezes, nas ideias liberais, embora representasse uma monarquia com traços absolutistas. Entre as diversas reformas pombalinas, podemos destacar as reformas educacionais que, entre outras, transformaria a produção de conhecimento na Universidade de Coimbra, centro de formação dos filhos da elite metropolitana e colonial, além de retirar dos inacianos (jesuítas) o monopólio da educação na colônia. A Revolução americana, muito mais do que a francesa, teria grande importância como fonte de inspiração para os levantes apresentados no item, principalmente a inconfidência mineira, cujo desfecho ocorreu antes da tomada da Bastilha. A influência do liberalismo na Colônia brasileira, além de influenciar a conjuração baiana, em 1898, produziu em Olinda um resultado simbólico da institucionalização da produção liberal na colônia, assim como do caráter paradoxo dessa nova instituição liberal. Tratava-se da fundação do seminário de Olinda, em 1800. O Seminário ocupava um antigo prédio jesuíta e seu fundador, o bispo Azeredo Coutinho, era egresso da Coimbra reformada.

Bons estudos,

E um grande abraço,

Professor Arão Alves

sábado, 6 de maio de 2017

Líbia, Primavera árabe e Muammar al Gaddafi







O Programa de Metas, destinado
sobretudo a promover o desenvolvimento acelerando o processo de
industrialização, teve vários de seus objetivos consideravelmente ultrapassados
em relação aos previamente estipulados. Para a implementação desse programa
foram criados grupos de trabalho subordinados ao Conselho de Desenvolvimento.
Considerando o governo JK, julgue
a afirmativa abaixo:

Embora
gozasse de total apoio de seu ministro da Guerra, o Marechal Henrique Teixeira
Lott, JK, durante o seu governo, enfrentou pesada oposição do Exército, e,
principalmente, da Armada, que ansiava pela compra de um porta aviões, demanda
que somente seria atendida durante o governo civil-militar (1964-1985)

(      ) CERTO                      (    ) ERRADO

ERRADO! A demanda da Marinha foi atendida por intermédio
da compra do Porta aviões Minas Gerais.
Se considerarmos as forças armadas individualmente,
a Aeronáutica era a força mais difícil para JK, devido, em parte a sua origem histórica,
com grande tradição udenista.

A Conciliação de JK concedeu-lhe a possibilidade de
terminar o mandato, mesmo que em meio a uma crise política. Além dele, desde o
fim do Estado Novo, em 1945, até 1964, apenas Dutra concluíra o seu.
Veja as ações, resultados e tentativas de
conciliação do presidente bossanova.

1- Conciliação garantia a estabilidade:
  1.1 Possuia uma base mais sólida no
congresso  (PSD/PTB) - JK=PSB / PTB = Jango.
   1.2 Divisão na UDN ( a ala "bossa
Nova" apoiava o presidente).
   1.3 Forças armadas:
       1.3.1 Exército (o
ministro era Lott)
       1.3.2 Marinha (compra do
porta aviões "Minas Gerais"
       1.3.3 Aeronáutica (
anistia aos revoltosos de Aragarças e Jacareacanga).


   1.4  Tolerância com: UNE,
Operários (Jango dialogava com os sindicatos), Ligas camponesas, Comunistas
(prestes apoia a ruptura com o FMI) - O partido não era legal mas tinha uma
atuação real e relativamente tolerada pelo governo.



Questão 2

A
Primeira República (1889-1930) constituiu, nas consagradas expressões da
historiografia, a “República que não foi" e o autêntico “teatro das
oligarquias". Resultado de um golpe de Estado conduzido pela única
instituição suficientemente coesa para executá-lo, o Exército, em pouco tempo, assistiu
a ascensão ao poder dos representantes dos grupos proprietários rurais, em um
contexto no qual, repetindo a realidade colonial e monárquica
pós-Independência, a terra continuou a ser o polo irradiador do poder. 

Considerando
a esse período da história brasileira, julgue (C)  Certo ou (E) Errado a afirmativa seguinte.





Ultrapassado o período que Renato Lessa denominou
Década do caos, a Primeira República vivenciou uma certa estabilidade com o
governo de Campos Sales: com a Política dos Estados, também conhecida como
Política dos Governadores, organizou-se uma cooperação legislativa,
assegurando-se o predomínio das oligarquias estaduais que estavam no poder.



Cerretíssima!!!

Entre 1889 e 1898, A República iniciada viveu um período de grande instabilidade política e econômica. A tentativa de resolver os problemas de liquidez por intermédio da concessão dos direitos de emissão monetária para bancos privados, política conhecida como encilhamento, não logrou o sucesso almejado. Embora os números demonstrem que houve melhoria no número de novas indústrias, a inflação e a especulação financeira corroeu o poder de compra de nossa moeda, agravando a nossa capacidade de pagar nossas dívidas, que estavam em moeda estrangeira. A crise política acompanhou a econômica e foi responsável por momentos de movimentos urbanos e e rurais que colocaram em cheque a eficiência do Exército em contê-las, comprometendo, em parte, o projeto positivista defendido por essa instituição. Foi a partir do governo de Campos Sales, que por meio do Funding Loan amenizou a crítica situação econômica e financeira em que o Brasil se encontrava. Por intermédio da Política dos Estados (governadores), a difícil relação entre o executivo e o legislativo foi resolvida pela aproximação do presidente com as oligarquias estaduais, fonte do poder político dos deputados e senadores, que, a partir de então, passariam a apoiar com mais frequência o executivo.

sábado, 29 de abril de 2017

Iraque, guerra e crise humanitária - O imediato pós Saddam e questões com gabarito comentado





1. (G1 - cftmg 2017) Leia os fragmentos a seguir:
O Brasil ganhou 200 novos “ultra ricos” no último ano. São agora 1.900 mil brasileiros com
mais de US$ 50 milhões, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) pelo banco Credit
Suisse. Em todo o mundo, o levantamento Global Wealth Report estima que haja 128,2 mil
indivíduos considerados muito ricos. Destes, 4,3 mil têm mais de US$ 500 milhões, e outros
45,2 mil têm mais de US$ 100 milhões (...) Disponível em: Acesso em 08 set. 2016. Cerca de
1,5 bilhão de pessoas sofre de “pobreza multidimensional” em 91 países em desenvolvimento, ou seja, passam por privações nas áreas de saúde, educação e “padrões básicos de vida”, segundo o documento (...) Entre as pessoas afetadas pela pobreza, 842 milhões têm crise de fome crônica,
12% da população mundial (...) Outros 800 milhões de pessoas – 15% da população mundial – estão “em risco de pobreza” (...) Disponível em: . Acesso em 08 set. 2016. 

No contexto da globalização, a emergência do cenário apresentado pelos textos NÃO está
relacionado com o(a)

a) participação dos setores empresariais na política. 
b) ampliação do papel do Estado nos setores sociais. 
c) tendência de flexibilização dos direitos trabalhistas. 
d) aumento da circulação global de capitais especulativos. 

2. (G1 - ifba 2017) “(...) Há soldados armados, amados ou não/ Quase todos perdidos de
armas na mão/ Nos quartéis lhe ensinam uma antiga lição/ De morrer pela pátria e viver sem
razão (...).” (Fonte: VANDRÉ, Geraldo. Pra não dizer que não falei das flores. Geraldo Vandré no Chile, 1968. Disponível em: https://www.letras.mus.br/geraldo-vandre/46168/. Acesso em:
04/09/2016.). 

O trecho da canção acima representa críticas do autor em relação ao momento histórico do
Brasil, caracterizado:
a) Pela experiência democrática no Brasil, governo de João Goulart, e forte presença militar no
Estado, como demonstra o trecho da música. 
b) Pelo Governo Militar no Brasil, que respeitou as garantias individuais dos cidadãos, a
exemplo, a manutenção das eleições diretas para Presidente da República. 
c) Pela "Democracia restringida", pois ocorreu uma reformulação da política no país com a
garantia da participação popular nesse processo. 
d) Pela manutenção dos direitos trabalhistas, repressão aos movimentos sociais e diminuição
da desigualdade social. 
e) Pela Ditadura Militar, que determinou a censura, perseguição política e repressão àqueles
contrários ao regime, a exemplo do autor da canção citada. 

3. (Uece 2017) O Governo José Sarney (PMDB), 15 de março de 1985 a 15 de março de 1990, foi uma transição do período militar para o período de eleições diretas para Presidente da República, pois a eleição da chapa Tancredo-Sarney foi realizada pelo colégio eleitoral. Sarney, mesmo sendo vice, foi empossado, já que o Presidente eleito, Tancredo Neves, adoentado, não pôde tomar posse, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. O Governo Sarney caracterizou-se por 

 a) implantar o Plano Real, que controlou a inflação originada no período militar e criou uma
nova moeda, além de ter abolido o bipartidarismo. 
b) ter enfrentado uma inflação altíssima, não controlada pelos planos econômicos, e convocado
eleições para a Assembleia Nacional Constituinte que promulgaria a atual constituição do Brasil. 
c) ter tentado controlar a inflação através de um plano lançado no dia seguinte à sua posse e que congelou contas e poupanças por 18 meses, além de abrir o país aos produtos importados, com redução dos impostos. 
d) ter promovido o acesso de milhões de brasileiros à classe média e realizado um conjunto de
políticas sociais que serve de referência para diversos países. 

4. (Espm 2017) Por outro lado, o governo liquidou um dos direitos mais valorizados pelos assalariados urbanos – a estabilidade no emprego após dez anos de serviço, garantida pela CLT. A fórmula surgiu com a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), na prática em substituição à estabilidade. Ainda que a adesão ao fundo não fosse por lei obrigatória, ela tomou de fato esse caráter. Sem a opção pelo FGTS passou a ser impossível obter emprego. O fundo é constituído por importâncias recolhidas mensalmente, na forma de um depósito bancário em nome do trabalhador. Ele só poderia ser levantado em casos específicos, como dispensa injusta, compra de casa própria, casamento, aposentadoria. Boris Fausto. História do Brasil.
A criação do FGTS ocorreu: 


a) no Estado Novo, sob a ditadura de Getúlio Vargas; 
b) no governo de Eurico Dutra; 
c) no governo de Juscelino Kubitschek; 
d) após o golpe de 1964, no governo do general Castelo Branco; 
e) após a redemocratização, no governo de José Sarney. 

Gabarito:

Resposta da questão 1:
[B]
O processo de globalização da economia intensificado na década de 1990 levou ao fortalecimento da política econômica neoliberal em vários países. Assim, a tendência tem sido de diminuição no papel do Estado na economia e, em muitos casos, nas políticas sociais como saúde e educação. O enfraquecimento dos estados dá-se em paralelo a prioridade para o mercado, permitindo a permanência e, em alguns casos, o aprofundamento de desigualdades sociais. 

Resposta da questão 2:
[E]
A canção Pra não dizer que não falei das flores foi escrita no contexto da Ditadura Militar, período marcado pela forte repressão contra aqueles que se levantavam contra o regime. 

Resposta da questão 3:
[B]
Sarney, apesar da adoção dos Planos Verão, não conseguiu controlar as altíssimas inflações daquele período brasileiro. Mas a grande marca do seu governo foi a escritura da Constituição Cidadã de 1988, que marcou o fim do Regime Militar no país. 

Resposta da questão 4:
[D]
Somente a alternativa [D] está correta. O texto do historiador Boris Fausto menciona o surgimento da CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas, elaborada pelo governo Vargas, 1930-1945. Estas leis trabalhistas contemplavam apenas os trabalhadores urbanos, defendia a estabilidade no emprego após dez anos de trabalho. Em 1966, no governo do presidente militar Castelo Branco, a estabilidade foi substituída pelo FGTS, fundo de garantia por tempo de serviço, com a empresa depositando uma quantia todo mês na conta do trabalhador. 










sábado, 22 de abril de 2017

Guerra do Iraque e queda de Saddam



1. Dez anos após o início da guerra do Iraque (20 de março de 2003), o país ainda tem muitos problemas, o que pode ser constatado no comentário feito por John Kerry, Secretário de Estado Americano, em visita ao Iraque:

Pela primeira vez, muitos iraquianos vivem a experiência de poder expressar livremente sua opinião, de poder se organizar politicamente sem obstáculos, porém seria falso esconder que ainda há muito a fazer.

(
www.dw.de. Acesso: 20/9/2013.)

Considerando-se as motivações e as consequências do referido conflito, é CORRETO afirmar que
a) os EUA iniciaram, mesmo com a maciça rejeição dos países europeus, uma ofensiva militar contra o Iraque, visto que estavam insatisfeitos com a liderança de Saddam Hussein no Oriente Médio e desejavam incentivar a guerra santa contra o Ocidente.
b) as principais justificativas para o início do conflito foram a suposta existência de armas de destruição em massa (químicas e biológicas) e a necessidade de se levar a democracia para o Iraque, com a derrubada da ditadura de Saddam Hussein.
c) o conflito transcorreu por três longos anos, ceifando a vida de milhares de soldados americanos, que viam dificuldades em vencer as forças armadas iraquianas, especialistas em táticas de guerrilha aprendidas com o exército vermelho chinês.
d) a atual situação política do Iraque mudou consideravelmente, uma vez que foi atingida a democracia plena e os grupos terroristas foram todos banidos do país pelas tropas americanas, que ainda continuam garantindo a ordem.




Resposta:

[B]

Somente a alternativa [B] está correta. Após o “11 de setembro” de 2001, o presidente dos EUA, George W. Bush, do partido Republicano, criou o famoso eixo do mal estabelecendo os inimigos da nação estadunidense. Entre eles estava o presidente do Iraque Saddam Hussein acusado de possuir armas de destruição em massa (químicas e biológicas) e governar de forma ditatorial o Iraque. O governo dos EUA implantou bases militares em lugares estratégicos no Oriente Médio, conseguiu eliminar o presidente Saddam Hussein, porém não foram encontradas as armas químicas e biológicas. Havia um interesse econômico dos EUA no petróleo do Iraque. As demais alternativas estão incorretas. A situação do Iraque não melhorou consideravelmente, basta observar o texto. O exército vermelho chinês não treinou soldados iraquianos






2. Em 19 de março de 2003 as forças armadas americanas aliadas a britânicos e outras forças iniciaram a Segunda Guerra do Golfo, ou Guerra do Iraque. Essa é a guerra que produziu o maior número de baixas nas forças americanas desde a Guerra do Vietnã, e que já custou aos contribuintes norte-americanos mais de 200 bilhões de dólares.
Considerando o tema apresentado marque (C) Certo ou (E) Errado para as afirmativas abaixo, referentes à invasão e à guerra do Iraque (2003-2011).

( ) A invasão foi justificada pelo governo americano em face da necessidade de derrubar o então presidente iraquiano Saddam Hussein e de estabelecer um regime democrático naquele país.
( ) A invasão do país obteve amplo apoio internacional e foi autorizada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
( ) Os guerrilheiros curdos, durante a guerra, lutaram ao lado dasforças internacionais lideradas pelos Estados Unidos e pelo reino Unido.
( ) A guerra culminou com a saída das tropas norte-americanas em dezembro de 2011, derrotadas pelos insurgentes iraquianos, que logo fundaram uma República islâmica no país.
( ) A derrubada do governo xiíta do partido Baath abriu caminho para a ascenção das minorias sunitas e curdas, que passaram acontar com o apoio do governo norte-americano.






CERTO. A invasão dos EUA no Iraque ocorreu em 2003, um pouco depois do 11 de setembro. O governo dos EUA, George W. Bush, no contexto da “Doutrina Bush”, alegava que o ditador da Iraque possuía armas de destruição em massa e que era necessário implantar um regime democrático naquele país.

ERRADO. A invasão dos EUA não foi autorizada pelo Conselho de segurança da ONU e não teve amplo apoio internacional.

CERTO. Os curdos no Iraque estão localizados em uma região rica em petróleo e na década de 1980, o ditador Saddam Hussein usou armas químicas para matar milhares de curdos. Daí que durante a invasão dos EUA no Iraque, os curdos apoiaram os USA.

ERRADO. Em 2006 Saddam Hussein foi executado, após um julgamento, cujo tribunal ele nunca reconheceu a legitimidade, junto com seus aliados. As tropas norte-americanas não foram derrotadas.








3. Em 11 de Setembro de 2001, os EUA sofreram um ataque que matou centenas de pessoas e destruiu um símbolo de sua arquitetura conhecido como World Trade Center. A respeito deste acontecimento, é correto afirmar que
a) o ataque de 11 de Setembro abalou fortemente o governo democrata de Bill Clinton que buscava encontrar uma saída pacífica em relação aos conflitos com o Afeganistão.
b) após o atentado, o governo Bush fez aprovar o Ato Patriota – um conjunto de leis que cerceavam os direitos individuais e permitiam obtenção de informações dos cidadãos sem autorização judicial.
c) o ataque de 11 de Setembro foi um ato isolado de forças extremistas islâmicas que foi rapidamente controlado pelas tropas norte-americanas no Iraque.
d) dez anos depois do atentado, o governo norte-americano conseguiu prender e levar a julgamento Osama Bin Laden, líder do grupo islâmico Al Qaeda, responsável pelo ataque de 11 de Setembro.
e) o ataque de 11 de Setembro foi uma resposta do governo iraquiano de Saddam Hussein contra a apreensão das armas químicas e nucleares encontradas, em seu país, pelas tropas norte-americanas.




Resposta:

[B]

Devido à falha na segurança e no serviço de inteligência, o que possibilitou o sequestro dos aviões lançados nas Torres Gêmeas e no Pentágono, o governo americano criou, após os atentados, um conjunto de leis de segurança nacional que visavam vigiar e monitorar os cidadãos em busca de evidências terroristas.






4. Em janeiro de 1979, Reza Pahlevi, Xá do Irã, frente à crescente oposição política e popular, fugiu do país criando uma crise política que culminou com a vitória dos partidários do clérigo xiita Ruholá Khomeini.
Assinale a alternativa que indica corretamente a política da República Islâmica do Irã após a revolução.
a) A nacionalização dos recursos naturais impedia o processo de exploração do petróleo pelas grandes empresas multinacionais que, até então, tinham sede no país.
b) A adesão do Irã à União das Repúblicas Socialistas Soviética, o que agravou ainda mais tensões da chamada segunda Guerra Fria.
c) A criação de um sistema político multipartidário e democrático.
d) A imediata declaração de "guerra santa" contra os sunitas do Iraque, governado nessa época por Saddam Hussein.
e) Aceitação da existência de um Estado judeu na Palestina e o estabelecimento de relações diplomáticas com Israel.








Bons estudos,



Professor Arão Alves







sábado, 8 de abril de 2017

Síria, Iraque e Oriente Médio, dezessete questões recentes com gabarito comentado




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https://www.youtube.com/channel/UC23whF6cXzlap-O76f1uyOw/videos?sub_confirmation=1






1.   Apesar de ter começado no inverno de 2010, a chamada Primavera Árabe – uma alusão à Primavera de Praga de 1968 – resultou de protestos por mudanças sociais e políticas no Oriente Médio e, sobretudo, no norte da África.

Assinale a alternativa que indica corretamente o período da estação de inverno no norte da África e um país dessa região convulsionado pela Primavera Árabe.
a) De 21 de dezembro a 20 de março; Síria.   
b) De 21 de junho a 20 de setembro; Líbia.   
c) De 21 de dezembro a 20 de março; Egito.   
d) De 21 de junho a 20 de setembro; Irã.   


Resposta:

[C]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]
O solstício de inverno no hemisfério norte corresponde ao dia 21 de Dezembro. Assim, o período de inverno vai até o dia 20 de março. Os países atingidos pela Primavera Árabe (movimento por democracia contra regimes autoritários e corruptos) no norte da África foram a Tunísia, a Líbia e o Egito. No Egito, houve a queda do ditador Hosni Mubarak, a eleição do presidente Mohamed Morsi, porém houve a deposição de Morsi (ligado a Irmandade Muçulmana) por golpe militar em 2013.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
A chamada Primavera Árabe constitui-se de uma série de revoltas em países árabes contra regimes autoritários e em busca de direitos políticos e sociais. No Egito, o movimento ocorreu de forma mais intensa, a ponto de o então líder autoritário Mubarak ser deposto pelos revoltosos.



  
2.   24 de abril de 2015. Apesar do prenún­cio de chuva que ameaçava cair em Everan, capital da Armênia, país da Europa Orien­tal, centenas de milhares de pessoas com­pareceram à cerimônia realizada no Me­morial às Vítimas do Genocídio Armênio para reverenciar a lembrança de cerca de 1 milhão e quinhentos mil mortos em um dos episódios mais tenebrosos da história contemporânea.

(Revista Leituras da História)


O genocídio armênio, tratado no texto como um dos episódios mais tenebrosos da histó­ria contemporânea, ocorreu durante:
a) a Guerra da Crimeia;    
b) a Primeira Guerra Mundial;    
c) a Segunda Guerra Mundial;    
d) a Guerra do Afeganistão;    
e) a Guerra do Iraque.   


Resposta:

[B]

O genocídio ou holocausto armênio teve início em 1915 – durante a Primeira Guerra – e perdurou nos anos seguintes. A morte de cerca de 1,5 milhão de armênios foi promovida pelo governo Otamano através de massacres, alistamentos forçados no Exército, realização de trabalhos forçados e deportações para o deserto sírio.



  
3.   Desde a queda do império comunista na Europa, nos anos 1989-1991, assiste-se a uma nova forma de messianismo político que consiste em impor o regime democrático e os direitos humanos pela força.
(Adaptado de Tzvetan Todorov, Os inimigos íntimos da democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 55.)


O quadro descrito pelo texto pode ser analisado
a) como herança das lutas anticoloniais exemplificada na organização em torno do Estado multiétnico, como ocorreu na África do Sul.   
b) como parte da nova ordem mundial sob a liderança dos EUA e seu poder bélico em regiões como a Síria e o Afeganistão.   
c) como o estabelecimento de um princípio que desestabiliza as lógicas internas de organização, como ocorreu no Iraque e na ex-Iugoslávia.   
d) como herança da Guerra Fria e como utilização da lógica militar que inviabiliza a adoção da democracia em regiões como a Ucrânia.   


Resposta:

[B]

Após a queda da URSS, a Guerra Fria chegou ao fim, iniciando uma nova ordem mundial marcada pela liderança política, econômica e ideológica dos EUA no mundo.



  
4.   Os árabes e os iranianos usam o acrônimo “Daash” ou “Daesh” que em inglês é ISIS “Islamic State in Iraq and Syria”, cuja tradução para o português é ‘Estado Islâmico no Iraque e na Síria’, para identificar um grupo que ocupou parte do leste da Síria e do oeste do Iraque. Esse grupo tem avançado violentamente contra curdos, xiitas e outros grupos étnicos, além de promover ataques terroristas e divulgar, na mídia, cenas de execuções de jornalistas ocidentais. Sobre as razões da origem do Estado Islâmico, é correto afirmar que
a) tem como ponto de partida a invasão do Iraque pelos EUA e o consequente desmantelamento desse Estado.   
b) se originou nos campos de batalha do Afeganistão, com o financiamento do governo francês.   
c) foi criado pelo governo da Arábia Saudita, para manter os preços do petróleo favoráveis a este país.    
d) é um grupo criado como base de apoio do presidente sírio Bashar al-Assad.   


Resposta:

[A]

O Estado Islâmico surge a partir de dois episódios históricos: a invasão do Iraque pelos EUA e a Guerra Civil Síria.



  
5.   Desde 2011, a Síria tem sido palco de uma guerra civil entre o governo de Bashar al-Assad e vários grupos armados de oposição, com motivações ideológicas e políticas diversas.

Entre essas agrupações, uma das principais é o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), cuja meta é
a) a formação de repúblicas democráticas e seculares na Síria e no Iraque.   
b) a instauração de um califado mundial com autoridade sobre todos os muçulmanos.    
c) a unificação do Iraque e da Síria sob um regime socialista e laico.   
d) o auxílio às forças ocidentais no combate ao fundamentalismo islâmico, no Oriente Médio.   
e) o apoio militar e político à ocupação norte-americana do Iraque e da Síria.    


Resposta:

[B]

O Estado Islâmico do Iraque tem como uma de suas metas globais a consolidação da autoridade sobre todos os muçulmanos do mundo.



  
6.   Um ano depois de terem saído das fronteiras da Arábia, em 633, os árabes já ti­nham atravessado o deserto e derrotado o imperador bizantino Heráclio, nas margens do rio Yarmuk; em três anos tinham tomado Damasco; cinco anos mais, Jerusalém; pas­sados oito anos controlavam totalmente a Síria, a Palestina e o Egito. Em 20 anos, todo o Império Persa, até ao Oxus, tinha caído sob a espada árabe; em 30 era o Afeganis­tão e a maior parte do Punjab.

Jaime Nogueira Pinto. O Islão e o Ocidente: a grande discórdia.


A impressionante velocidade da expansão islâmica, tratada no texto, deve ser relacio­nada com:
a) a solidariedade entre os povos;   
b) jejum do Ramadã;   
c) Jihad e Guerra Santa;   
d) rituais da Ashura;   
e) peregrinação a Meca.   


Resposta:

[C]

Somente a proposição [C] está correta. A questão remete a expansão dos árabes muçulmanos para o Oriente Médio, norte da África e Península Ibérica principalmente após a morte do profeta Maomé em 632 e durante a dinastia Omíadas, 660-750. Esta expansão estava ancorada no livro sagrado denominado Alcorão e na ideia de Jihad ou a Guerra Santa, um dos pilares da fé islâmica. Jihad significa esforço ou empenho para divulgar o islamismo. 



  
7.   Analise os seguintes excertos da obra do historiador Eric Hobsbawm:

“[...] preocupações internacionais específicas desse período, que foi dominado pela decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos em 2001 de afirmar uma hegemonia unilateral sobre o mundo, condenando convenções internacionais até então aceitas, reservando-se o direito de fazer guerras de agressão ou outras operações militares sempre que o desejasse e levando-as à prática”;

“[...] a globalização da ‘guerra contra o terror’ desde Setembro de 2001 e a revitalização da intervenção armada estrangeira por parte de uma grande potência, denunciando formalmente em 2002 as (até agora) aceitas regras e convenções do conflito internacional, transformou a situação para pior”.


HOBSBAWM, Eric J. Globalização, democracia e terrorismo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 13-14 e 124.


Em sua obra, que resulta de um conjunto de conferências e textos produzidos entre 2000 e 2006 o historiador Eric Hobsbawm apresenta uma questão relevante do início do século XXI que diz respeito
a) ao combate às milícias separatistas de regiões da ex-URSS que, dispondo de artefatos nucleares, tornam-se forças terroristas importantes.    
b) à repressão ao narcotráfico internacional que, desde 2001, tem realizado atos terroristas que desafiam os sistemas de vigilância e defesa dos EUA.   
c) à luta contra grupos terroristas formados por fundamentalistas islâmicos que elegeram os EUA como alvo, em função das posições antagônicas.   
d) à disputa com a Rússia pelo controle das reservas minerais localizadas no oriente médio,                                           sobretudo no Irã, Iraque e Síria.    


Resposta:

[C]

A obra de Hobsbawm versa sobre a Guerra ao Terror, iniciada no 11 de Setembro de 2001 e marcada, hoje em dia, pelo embate entre Ocidente e Estado Islâmico.



  
8.   No ano de 1945, bombas nucleares destruíram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, impressionando o mundo pelo seu poder de devastação.

Assinale a alternativa que corresponde, de forma correta e respectivamente, a guerra em questão e ao país que lançou as bombas.
a) Segunda Guerra Mundial e Estados Unidos.   
b) Guerra dos Cem Anos e Inglaterra.   
c) Guerra da Síria e Ira.   
d) Guerra Fria e União Soviética.   
e) Primeira Guerra Mundial e Franca.   


Resposta:

[A]

A questão faz referência à Segunda Guerra Mundial, 1939-1945, e ao lançamento das bombas atômicas no Japão, Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945 pelo governo dos Estados Unidos, com um grande poder de destruição.



  
9.   Paris e Bruxelas recentemente foram alvos de ataques terroristas. Acerca desses dois ataques e do contexto geral do terrorismo pós 11 de setembro de 2001, é correto afirmar, exceto:
a) O Estado Islâmico, apesar dos constantes e contínuos ataques militares que vem recebendo, mantém ainda uma parcela substancial de território de dois países, Iraque e Síria, sob seu controle.   
b) Desde 11 de setembro de 2001 o terrorismo adquiriu uma importância fundamental na agenda de segurança dos EUA, de boa parte da Europa e de muitos outros países do mundo.   
c) Para os críticos das grandes potências, estas também realizam atos terroristas contra populações de outros países. Denominam isso de “terrorismo de Estado”.   
d) A origem do “Estado Islâmico”, organização que se responsabilizou pelos ataques a Paris e Bruxelas, ocorreu na Síria. Rússia e China ofereceram treinamento e armas aos militantes, buscando atingir as posturas dos estados europeus que integram a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).   


Resposta:

[D]

Rússia e China não ofereceram armas e nem treinamentos aos militantes que compõem o Estado Islâmico. Apesar de não participarem de maneira ativa do combate aos terroristas do Estado Islâmico, Rússia e China não apoiam os atos praticados por esse grupo.



  
10.   A multidão de pessoas em busca de refúgio atinge diretamente a União Europeia acarretando uma crise de grandes proporções entre seus respectivos países. Estima-se que, apenas no ano de 2015, mais de um milhão de pessoas chegaram ao continente europeu via mar, em sua maioria, pela Grécia e Itália. Milhares de pessoas são obrigadas a abandonar seus países em decorrência de guerras, ascensão do Estado Islâmico e instabilidade política interna. Os três países de onde a maioria dessas pessoas provém são
a) Turquia, Irã e Egito.   
b) Afeganistão, Iraque e Síria.   
c) Líbia, Hungria e Polônia.   
d) Mali, Eritreia e Eslovênia.   


Resposta:

[B]

A maior parte dos imigrantes que, atualmente, tentam refúgio em países europeus em decorrência de conflitos ou terrorismos, provém do Afeganistão, do Iraque e da Síria.



  
11.   Em março de 2003, os Estados Unidos e a Inglaterra bombardearam intensamente a cidade de Bagdá, dando início à Guerra do Iraque, que derrubou o governo ditatorial de Saddam Hussein. A justificativa dada pelos EUA e pela Inglaterra para a Guerra do Iraque foi a de que o país:
a) Possuía armas de destruição em massa.   
b) Apoiava grupos terroristas de Israel.   
c) Desobedecia as orientações da Opep.   
d) Era a sede de poder dos talibãs.   
e) Descumpria os tratados de paz com a Síria.   


Resposta:

[A]

A questão remete ao ataque dos EUA e Inglaterra contra o Iraque governado por Saddam Hussein no ano de 2003. A justificativa para os bombardeios foi a suposta ideia de que o Iraque possuía armas de destruição em massa. Sabemos que o interesse era econômico: o interesse na exploração de petróleo.



  
12.   A notícia a seguir foi publicada em 26/02/2015:

O Estado Islâmico destruiu uma coleção de estátuas e esculturas inestimáveis no norte do Iraque que remontam à antiga era assíria, de acordo com um vídeo publicado na Internet.
O vídeo dos militantes islâmicos radicais mostrou homens atacando os artefatos, alguns deles identificados como antiguidades do século 7 a.C., com marretas ou furadeiras, dizendo se tratar de símbolos de idolatria.
[...]
Os artigos destruídos parecem ser de um museu de antiguidades na cidade de Mosul, no norte iraquiano, tomada pelo Estado Islâmico em junho passado, afirmou um ex-funcionário do museu à Reuters.
Os militantes derrubaram as estátuas de suas colunas, despedaçando-as no chão, e um homem usou uma furadeira elétrica em um touro alado.

Fonte: Isabel Coles e Saif Eldin Hamdan. Combatentes do Estado
Islâmico destroem antiguidades no norte do Iraque. Reuters Brasil. 26/02/2015.
Disponível em: http://br.reuters.com/article/entertainmentNews/idBRKBN0LU1PO20150226. Acesso em 31/3/2015


Sobre as antigas civilizações que se desenvolveram na região do atual Iraque, é correto afirmar:
a) As primeiras sociedades da Mesopotâmia desenvolveram-se a partir da expansão islâmica, cujos integrantes combateram intensamente as crenças politeístas.   
b) Em torno do século VII a.C., o Império Assírio, conhecido pela utilização de carros de guerra, incluiu em seus domínios a Palestina e o norte do Egito.   
c) As principais atividades econômicas desenvolvidas na Mesopotâmia entre os séculos IX e VII a.C. eram a pecuária e a comercialização de tecidos e pedras preciosas.   
d) Do ponto de vista político, o Império Assírio estava organizado em Cidades-Estado que implementaram a participação democrática de seus cidadãos.   
e) O surgimento do monoteísmo judaico na Mesopotâmia deixou marcas culturais profundas que contribuíram para a difusão da religião muçulmana com o Império Assírio.   


Resposta:

[B]

A questão remete à atualidade vinculada à Antiguidade Oriental. O atual Iraque foi a antiga Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates. Esta civilização antiga foi caracterizada pela existência de vários povos com características distintas. O texto remete ao Império Assírio, 1300-612 a.C, um povo guerreiro e cruel que usavam carros de guerra. Os assírios ficaram famosos pela crueldade com que tratavam os vencidos.



  
13.   Minha família viveu na Armênia Ocidental e fez parte das caravanas de deportados. Meu bisavô materno, antes de escapar para a Síria, presenciou o fuzilamento de três irmãos e do pai. Sua mãe cometeu suicídio. Eles começaram a chegar na América do Sul em 1923. Nós perdemos tudo e tivemos de recomeçar do zero.

Depoimento de Gabis Bogiatzian, 23 anos, nascido em São Paulo. Disponível em: Acesso em: 15 abr. 2015.


O depoimento citado descreve uma das maiores atrocidades do século XX: o genocídio armênio, que matou cerca de 1,5 milhões de pessoas. Esse genocídio foi perpetrado pelos 
a) integrantes do movimento Jovens Turcos que pretendia fazer uma limpeza étnica.    
b) integrantes do próprio governo armênio contra a minoria cristã.    
c) alemães, pela Armênia ter se aliado à Tríplice Entente na 1ª Guerra Mundial.    
d) russos, em um dos expurgos stalinistas contra minorias étnicas.    


Resposta:

[A]

A questão remete ao genocídio da Armênia praticado pelo movimento dos Jovens Turcos entre 1915-1923. Ocorreu uma limpeza étnica com mais de 1 milhão de armênios mortos, comparada a política nazista contra os judeus no holocausto. Até hoje o governo turco nega o genocídio que completou 100 anos em 2015.



  
14.   A Guerra Civil da Síria trouxe novas discussões na comunidade internacional: utilização de armas químicas, direitos humanos, intervenção da ONU (Organização das Nações Unidas) no conflito. O islamismo também está em evidência em relação as suas duas principais correntes: os Sunitas e os Xiitas.
Acerca dos Sunitas e Xiitas e da própria Síria é correto afirmar, exceto:
a) As divergências entre sunitas e xiitas remontam as disputas pela hegemonia do islamismo após a morte do profeta Maomé.   
b) O Irã, de maioria Xiita, defende o governo Sírio, sendo contrário a uma intervenção armada na região.   
c) A Arábia Saudita, país de maioria Xiita, apoia incondicionalmente o governo de Bashar al-Assad.   
d) Em escala mundial, os sunitas são a facção islâmica mais numerosa.    


Resposta:

[C]

O governo da Arábia Saudita constitui-se como, provavelmente, um dos maiores fornecedores de armamentos e dinheiro para os rebeldes que formam os exércitos de oposição ao governo de Bashar al-Assad.



  
15.   Primavera Árabe: assim é chamada a onda revolucionária que, desde dezembro de 2010, tem varrido diversos países do Norte da África e do Oriente Médio, e provocado mudanças por meio de resistência civil, greves, manifestações, comícios e até guerra civil. Esse processo corresponde
a) a substituição de antigos governos, como o de Hosni Mubarak, no Egito, e a luta pela deposição de outros, como o de Bashar al-Assad, na Síria.   
b) a manutenção das tradicionais alianças entre as elites Árabes e os governos dos EUA e de Israel que as apoiam na luta contra o terrorismo.   
c) ao retorno de condições mais danosas aos trabalhadores de países, como Oma e Barein.   
d) ao retorno de governos autoritários fortes, como o governo de Muamar Kadafi, na Líbia, e o de Ben Ali, na Tunísia.   


Resposta:

[A]

A Primavera Árabe foi uma série de movimentos de cunho social articulados por fatores demográficos estruturais, condições de vida duras promovidas pelo desemprego e regimes corruptos e autoritários. O Egito e a Síria foram dois dos lugares atingidos pela “onda”.



  
16.   Desde janeiro de 2011, a Síria se encontra em uma guerra civil que adquiriu dimensões que preocupam a comunidade internacional. Enquanto a oposição almeja destituir o presidente Bashar al-Assad e inaugurar um regime democrático, o governo sírio responde aos protestos, que considera como ação terrorista para desestabilizar o regime. A respeito desse conflito interno, é correto afirmar que
a) o conflito interno sírio é decorrente das disputas religiosas e divergências a respeito da prática islâmica no mundo árabe.   
b) foi somente em agosto de 2013 que os protestos liderados pela oposição síria assumiram a dimensão de revolta armada.   
c) os meios de comunicação e a imprensa do país atuam sem restrição à liberdade de expressão, apesar do conflito e da revolta armada.   
d) o uso de armas químicas em Damasco causou milhares de mortes. Esse ato foi condenado internacionalmente.   
e) a guerra civil síria reaproximou os presidentes Obama, dos EUA, e Putin, da Rússia, confirmando o interesse político mútuo nessa região.   


Resposta:

[D]

De fato, o uso de armas químicas na Síria foi confirmado pela ONU, manchando o conflito que começou em busca de democracia e causado a morte de cerca de 1600 pessoas. A barbárie fez com que a ONU exigisse a destruição do armamento químico da Síria.



  
17.   Mais de seis meses após seu início, a “Primavera Árabe”, onda de levantes populares que começou na Tunísia e se espalhou por vários países da região, se encontra em um impasse de violência, mortes, frustrações e dúvidas quanto a mudanças.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110803_primavera_arabe_impasses_tariq_rw.shtml

Sobre a situação atual de países que participaram da chamada “Primavera Árabe”, considere as seguintes afirmações:

I. Na Líbia, após a queda do regime de Muamar Khadafi foram realizadas as primeiras eleições livres.
II. Na Síria, o presidente Bashar Al-Assad renunciou após um curto período de resistência.
III. Na Tunísia, aliados históricos do ex-presidente Zine al-Abidine Ben Ali controlam o governo provisório.

Está correto apenas o que se afirma em
a) I.   
b) I e II.   
c) II e III.   
d) II.   
e) nenhuma das afirmações está correta.   


Resposta:

[E]

A Tunísia foi o primeiro país a registrar importantes mudanças e os grupos de oposição passaram a governar o país. Na Líbia, após a queda de Khadafi, formou-se um governo provisório para reorganizar o país. Na Síria – até o momento em que esta foi questão foi elaborada – Assad se mantinha no poder.



 

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